Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Associação CASA diz que há “lamaçal obscuro” entre a Marcha do Orgulho e o Porto Pride

Qui, 10/03/11
Cartaz da Marcha Porto 2010

 

A data de 9 de Julho de 2011 foi marcada para a realização da 6ª Marcha do Orgulho do Porto (MOP) e da festa Porto Pride.  No entanto, os eventos estão envolvidos numa polémica vinda agora a público pela associação CASA - Centro Avançado de Sexualidades e Afectos.

Num comunicado de quatro páginas, a que o dezanove teve acesso, a CASA acusa a comissão organizadora da Marcha do Porto de falta de “existência legal e que exibe uma total desorganização a nível de funcionamento”.

A CASA, que participou na Marcha do Orgulho LGBT no Porto em 2010, refere ter dado então como sugestão incluir a bares na organização da mesma, e esta ter sido liminarmente recusada com o argumento desta ser uma “cedência aos interesses capitalistas”. No entanto, como existem na referida comissão organizadora estruturas empresariais com fins lucrativos, a CASA sustenta que “não se pode ser, como é óbvio, em simultâneo, organizador da MOP e do Porto Pride”. Recorde-se que a festa Porto Pride é organizada pelo site PortugalGay.pt e pelo Bar Boys r Us, naquela que é a mais antiga comemoração do Orgulho LGBT no Porto. A festa tem vindo a realizar-se nos últimos anos no Teatro Sá da Bandeira e implica o pagamento de uma entrada.

A associação presidida por Manuel Damas diz que os membros da CASA que participaram nas reuniões da comissão organizadora em 2010 foram alvo de “diversos insultos, verbais e escritos, de tentativas de pressão e de chantagem assim como de ameaças de agressão física, inclusive por escrito”.

Mas as acusações vão mais longe e põem em causa a parte financeira da Marcha do Porto. “Foram pedidos donativos a empresas comerciais, supostamente para financiar a MOP que, depois, eram depositados numa conta bancária individual e só daí eram transferidos para a conta bancária da MOP, sem qualquer tipo de transparência ou possibilidade de controlo dos montantes recebidos. À MOP apenas eram fornecidos os comprovativos das transferências finais.”

Lucros do Porto Pride vão para “um empresário em nome individual”

A CASA aponta o dedo ao facto de a Marcha e do Porto Pride, “festa organizada e cujos lucros revertem para um empresário em nome individual” terem a mesma data e defende que “os dois eventos têm que ser separados pela asfixia que causa à visibilidade política da Marcha” e pela “promiscuidade nebulosa que gera em termos de angariação de donativos” porque como explica a CASA, “uma parte daqueles que participam no Porto Pride fazem-no como forma de ajudarem financeiramente a MOP não sabendo […] que apenas estão a contribuir para o bem-estar financeiro de um empresário em nome individual”. E não fica por aqui, a associação aponta o dedo à organização da MOP por não “tentar esclarecer publicamente esta questão”. Por último, segundo a CASA, o “facto do Porto Pride oferecer a uma qualquer entidade, um donativo menor, apenas um ano após a realização da festa levanta diversas questões nebulosas às quais a MOP é, indevidamente associada” e relembra que “o Porto Pride anunciou, durante o evento [de 2010 no Teatro Sá da Bandeira], sem que as entradas tivessem terminado, que o donativo a dar em 2011 seria menor, o que levantou diversas questões e dúvidas relativamente à forma como a questão financeira estaria a ser gerida”

A associação portuense acrescenta que tentou participar nas reuniões da comissão organizadora da edição de 2011 da MOP, mas agora recusa-se a “pactuar com o lamaçal obscuro“. 

Em 2010 a CASA e o bar Pride organizaram uma outra festa, o Love Pride, no Teatro Sá da Bandeira. A primeira edição deste evento decorreu uma semana antes do Porto Pride.

 

88 comentários:
Diogo Silva @ 11:08

Qui, 10/03/11

Antes de mais, e enquanto Vice-Presidente da CASA e Activista LGBT que colaborava com a MOP à 4 anos, é com muito pesar que digo que o que esta em cima é inteiramente verdade.
Pela primeira vez em Portugal, o movimento LGBT poderia ter tido 4 fins de semana num ano a falar sobre questões LGBT de a MOP fosse separada do Porto Pride. (se contarmos com os seguintes eventos, Marcha de Lisboa, Arrail Pride, Marcha no Porto e Porto Pride). Seriam 4 fins de semana a chegar pela imprensa aos cantos mais homofónicos deste País.

Para alem disso a MOP esta inevitavelmente ligada (isto porque à quem assim o queira) a um evento de carácter empresarial que é, com toda a legitimidade, o Porto Pride. Mas não podemos continuar a aceitar que de referencie o dia da MOP como o dia do Porto Pride (a nível de imprensa é mais fácil escrever Porto Pride do que Marcha do Orgulho LGBT no Porto). A Marcha tem de conseguir criar a sua própria identidade.

Por fim, 3 dados importantes e que faltam referenciar:
- Neste momento não existe na MOP nenhuma associação formal que trabalhe nas questões LGBT (nem ILGA nem Rede Ex Aequo). Havia a CASA, que trabalha (e muito) a questão. Talvez seja bom questionar isso.
- A CASA foi a associação que levou a maior delegação presente na MOP do ano passado. Relembro que a CASA existe à menos de 2 anos.
- Por fim, corrigindo um erro na noticia, o Love Pride não foi organizado pelo Pride Bar e a CASA. Foi organizado pelo Porto Pride com a colaboração da CASA. Tal facto pode ser confirmado a partir da consulta do registo da Marca Love Pride, que se encontra no nome da empresa que detém o Pride Bar.

Existe ainda muito por dizer e denunciar, obrigado ao dezanove por ajudar a desmascarar esta profunda promisquidade entre a MOP e o Porto Pride que já levou muitos a sair da organização. Incluindo eu mesmo que estava na organização desde os meus 15 anos.
João Paulo (PortugalGay.pt) @ 14:14

Qui, 10/03/11

Só para esclarecer a confusão neste parágrafo:

"Por fim, corrigindo um erro na noticia, o Love Pride não foi organizado pelo Pride Bar e a CASA. Foi organizado pelo Porto Pride com a colaboração da CASA. Tal facto pode ser confirmado a partir da consulta do registo da Marca Love Pride, que se encontra no nome da empresa que detém o Pride Bar."

1. Obviamente que o PORTO PRIDE não organiza o LOVE PRIDE.

2. Ao observar o material promocional da edição do LOVE PRIDE no ano de 2010 aparece o PRIDE BAR e a ASSOCIAÇÃO CASA em igualdade de circunstâncias.
(ver http://www.facebook.com/photo.php?fbid=1534921819002&set=at.1414060837553.2058849.1413529831.100000020432919&ref=nf)

3. O registo de marca foi feito em nome do PRIDE BAR mas não prova nada em termos de organização... o pedido foi feito precisamente no dia do evento.
(ver www.inpi.pt)
Diogo Silva @ 16:52

Qui, 10/03/11

Caro João Paulo.

Obviamente que foi um lapso meu de escrita. Como é lógico , e pelo material publicitário do qual postaste o link (desde já agradeço pois prezo a transparência em tudo) o que queria ter escrito, obviamente, era que o Love Pride foi organizado pelo Pride Bar com a colaboração da CASA."
O facto de estarem os dois em destaque é justificado porque o cartaz foi elaborado por um elemento da CASA.

A prova de que a CASA não organiza o Love Pride , ( como sempre fizeste questão de insinuar, apenas para criar ruído ), é que já houve posteriores edições do Love Pride , mais precisamente este ano, sem, obviamente, a colaboração da CASA.

Simples!
Transparente!
E sem insinuações!

Diogo Vieira da Silva
Vice-Presidente da CASA
João Paulo (PortugalGay.pt) @ 19:15

Qui, 10/03/11

A única coisa que a edição recente prova é que o Pride Bar tem de facto a propriedade da marca e não está interessado, por agora, em organizar o evento em causa com o "apoio"/"a favor"/"colaboração"/"co-organização"/"ajuda desinteressada" (riscar o que não interessar) da CASA.

Não fiz insinuação nenhuma, apenas me limitei a ver o que esteve à vista de todos, incluindo a forma como a CASA promoveu a festa na altura.
Antonio @ 03:30

Sex, 11/03/11

Ao ler isto relembro que o detentor do evento Porto Pride em 2007 discriminou um grupo novo nas portas do sa da Bandeira..... Agora encontra-se no activo..... Podem perguntar ao responsavel do PortoGay.
Por acaso estive presente e poderei testemunhar....
João Paulo @ 16:07

Sex, 11/03/11

Isso é uma acusação grave para se fazer de ânimo leve "Antonio"... se calhar convinha explicar direito o que se passou e não deixar insinuações vagas no ar. Mas como nesta página de comentários já vi de tudo... é só mais um.
Antonio @ 05:08

Sab, 12/03/11

Gostarias que te lembrasses das palavras ditas aos responsaveis desse grupo no fim da marcha....
João Paulo @ 11:43

Sab, 12/03/11

Provavelmente que se queriam participar no evento deveriam ter contacto a organização a tempo e horas (ou seja uma semana ou mais antes, como fizeram todas as outras entidades) e não ali em "cima do joelho".
Antonio @ 00:30

Dom, 13/03/11

Suponho que era uns simples panfolhetos.... que respondeste um não estranho discriminatório... Eu estava ao lado do telemovel....Ouvi Tudo
João Paulo @ 10:35

Dom, 13/03/11

Vamos lá ver se nos entendemos: todos são livres de distribuir os panfletos que bem quiserem no Porto Pride (desde que não sejam LGBT-fóbicos, claro) e nunca proibi ninguém de o fazer.
Pelo contrário: até ajudamos nessa distribuição quando nos pedem.
Agora outra coisa é quererem entrar na festa sem pagar (ou até pedem bebidas de graça) com a desculpa que vão distribuir meia dúzia de panfletos...
Eu estou aqui apenas com suposições porque não me recordo realmente da situação específica, mas era bom que esclarecesses todos os que lêem estes comentários sobre o que realmente se passou.
Antonio @ 11:26

Dom, 13/03/11

O GRUPO NOVO.... SEM EXSPERIENCIA EM QUALQUER TIPO DE ACTIVIDADES... SUPOSTAMENTE APOIADO POR TI FASE INICIAL...

No fim da marcha um elemento do PortoGay ligou-te a pedir se poderiam entrar e distribuir panfletos.... Por incrivel que pareça ... o elemento foi ameaçado de nao poder entrar nas instalçoes Sa da bandeira com a distribuiçao de publicidade do PortoGay... a ameaça foi feita...Ouvida por 10 pessoas mais ou menos...
Suponho que por uma "Causa" que existe o Porto Pride obiamente que o nucleo do portogay nao queria entrar sem Pagar....deste teu ultimo comentario estas a mentir redondamente... Pena dos responsaveis do Portogay nao comentarem estes tristes comentarios de Uma minuscula empresa vergonhosa como a Tua.
João Paulo @ 00:24

Seg, 14/03/11

Eu acho é que têm de se decidir... uns acham que sou um tipo que ando a ganhar rios de dinheiro... outros acham que tenho uma empresa minúscula.

Uns acham que ando a ficar com o dinheiro de donativos, mas nem sequer um cêntimo conseguiram angariar.

É muita confusão nas cabecinhas... e nós a vê-los passar.
Antonio @ 01:49

Seg, 14/03/11

A questão não são apenas os donativos.... a Questâo onde reclamo é a falsa imagem que transmite o Porto Pride Onde se mistura com a marcha....
Por isso acho que deverias ter a dignidade de fazeres noutro dia e logico saltar fora da MOP. Porque está nos olhos vistos que convem fazer no dia da Marcha para ganhares LUCRO... Acho que toda a gente deveria acordar e ninguem ir ao PORTO PRIDE é uma farsa... Isto na minha opniao....
Sara Oliveira @ 02:19

Seg, 14/03/11

"um grupo novo e sem experiência"

Ora bem, quanto a isto devo dizer que o agora inexistente MICA-me também era um grupo "novo e inexistente" em 2009, sendo que pelo mesmo motivo aqui apontado não participou no Porto Pride desse ano.

Na minha opinião, seria uma falta de coerência da organização do Porto Pride (ou será que aqui se trata apenas de atacar o João Paulo e o Portugalgay.pt ) permitir que um grupo estivesse presente com uma comunicação em cima da hora. Mas isto é apenas a minha opinião.
Antonio @ 02:58

Seg, 14/03/11

TRATA-SE da maneira que este senhor micro empresario falou com os responsaveis do grupo... poderia dizer aos responsaveis como o fazer.... agora ameaçar que SERIAM EXPULSOS... POR DISTRIBUIR PANFLETOS... dentro do sá da bandeira...

Sara Oliveira @ 15:04

Seg, 14/03/11

Novamente voltamos à questão de ser a pessoa do João Paulo a ser atacada o que nos faz divergir da questão que me parecia a mim ser proximidade entre Marcha e Porto Pride.
Antonio Serzedelo @ 11:55

Ter, 15/03/11

Opus Gay
Esse argumento da "cedência a interesses capitalistas" já foi também utilisado aqui em Lisboa quando comecei a defender o o turismo lgbt,razão porque este patamar que podia ajudar no lazer da nossa comunidade nunca foi convenientemente tratado. Mas os que excomungaram essa ideia, são os da esquerda caviar, que se fartam de viajar para NY,Londres, Barcelona, etc.
Quanto aos outros argumentos aqui avançados pela CASA não fico admirado porque há na praça "activistas" para quem vale tudo para atingirem os seus fins .
Até difamar pessoas de bem, tentando envolve-las em processos que poderiam levar à destruição total das suas vidas ,ou á sua aniquilação profissional .
Isso só não aconteceu porque o mail insidioso que preparavam por erro dos "promotores" da calunia, foi parar á caixa de mail do visado que desmontou logo a intriga. GRAVISSIMO!
Dava tribunal com pedido de indemnização!
Alias, numa entrevista que dei ao Dezanove, há tempos, fiz alusão a isso. É só irem ver.
Antonio Serzedelo
Paula Antunes @ 12:35

Seg, 14/03/11


O que eu gostava de saber é o que é que isto tem a ver com a Marcha do Orgulho LGBT no Porto.

Cabe à organização de cada evento decidir sobre a participação no mesmo. Ou seja, neste caso cabe à org. do PP decidir sobre que colectivos participam ou não.

Quem não pode participar, seja lá por ser um grupo novo (duvido muito dessa justificação, tanto quanto sei o PP sempre foi aberto a *QUALQUER* colectivo desde que não anti-lgbt) ou por não se ter inscrito a horas (isto sim, parece-me justificação mais lógica), tem mais é que se dirigir à organização do Porto Pride e pedir justificações.


Repito-me:

Não percebo que se faça lavagem de roupa suja num site (em vez de usar os meios oficiais para o esclarecimento), mas sobretudo não admito enquanto co-fundadora e co-organizadora da MOP desde 2006 que ponham em causa a sua legitimidade e o trabalho de tantos quantos deram de si para fazer da MOP uma realidade.

O resto é lama.
Antonio @ 12:49

Seg, 14/03/11

é de louvar o trabalho da MOP agora Porto Pride será para esquecer e de deitar ao lixo num projecto sem nexo..
Lembrem-se que ha mais grupos bons que nao pertencem á MOP.... Poderá ser mã vontade de alguns ou até mesmo discriminaçao.....
Diogo Silva @ 01:43

Qui, 17/03/11

Paula...queres que te leia as tuas declarações nas reuniões na CASA em que participaste e quais as posições que defendeste relativamente à promiscuidade MOP/Porto Pride?
Já temos as actas todas consultáveis.
Acima de tudo, Paula, Coerência e Dignidade.
Fica sempre bem.
Paula Antunes @ 15:13

Qui, 17/03/11

Dignidade? Chamas dignidade o que estás a fazer?

A minha postura pessoal é a mesma que sempre foi, na CASA, na MOP, onde quer que seja: A MOP acima de qualquer festa que se realize no Porto. Seja lá ela de quem for.

As minhas declarações aqui foram pessoais, à semelhança de todos aqueles que se manifestaram e não se identificaram com associações / eventos, e foram sempre no mesmo sentido: defender a MOP. Única e exclusivamente. Coisa que tenho visto poucos fazerem ultimamente.

Ao contrário de ti, não me manifestei aqui sobre as questões privadas da direcção da CASA, como aliás te disse que não faria quando apresentei a minha demissão da mesma. Tenho carácter e rectidão. Por isso mesmo não lavo roupa suja em público. Não me faças arrepender dessa decisão.

Se tens mais alguma coisa a clarificar comigo, sabes como me contactar, não é certamente desta forma que nos entenderemos. Pensa nisso, se quiseres. E faz como achares melhor.
Diogo Silva @ 17:56

Qui, 17/03/11

Paula, ter atitudes paternalistas e de afastamento de uma discussão que é estratégica e política para o campo pessoal não acho de grande honestidade e dignidade. Sabes, nunca transformarei uma discussão que se quer ideológica em ataques pessoas. Nem nunca deixarei que se leve para esse campo.
Tenho pena que tenhas feito.

Voltando ao que interessa.
Acho falta de honestidade, de dignidade e de carácter politico assim como de coragem que uma pessoa quando faz parte de uma organização defenda uma coisa e quando sai defenda outra.
E foi exactamente o que aconteceu.
Foste uma feroz defensora quando participaste nas discussões tidas na CASA, da denúncia oficial da situação, inclusive da saída da CASA da MOP.
Quando saiste da CASA, alegando pressões familiares, decidiste manter-te como associada e assim apoiando as decisões da CASA.
Dizes agora que esta denuncia já não é importante e o que interessa é a construção da marcha???
Mas esta denúncia é, precisamente em prol da construção da marcha!
Ou já esqueceste que a CASA, em 2010, levou a maior delegação presente na Marcha precisamente porque fez um trabalho pedagógico de explicar às pessoas que ir ao Porto Pride não era estar a ajudar a MOP?
Ou já esqueceste que tu própria defendeste e ajudaste ao desenvolvimento dessa estratégia?
Logo tu que sempre defendeste, em consonância com a CASA, que todas as pessoas continuam a achar que a MOP e o Porto Pride são a mesma organização, com prejuízo da Marcha e ganho, óbvio, do Porto Pride?
Tu assististe a isto tudo, presenciaste, foste testemunha...inclusive foste uma das intervenientes em termos de argumentação.
Já te esqueceste?
Ou isso agora deixou de ser relevante?
Ambos sabemos que o crescimento da MOP está dependente de separar as datas e de acabar com toda esta controvérsia!
Ou vamos continuar a ter uma marcha no Porto que se assemelha a uma marcha popular como as do Fundão?
Tu, tal como a CASA (da qual fazes parte enquanto associada) têm a responsabilidade de defender uma estratégia para o crescimento da MOP.
Ou não concordas comigo?
Tenho a certeza que concordas comigo, por isso se quiseres sabes onde me encontrar... na Sede que tu também frequentas...a sede da CASA.

Diogo Silva
Paula Antunes @ 18:22

Qui, 17/03/11

Olha Diogo,

Agradeço que não exponhas a minha vida privada aqui. As justificações que te dei foi ao vice-presidente da associação da qual fazia parte da direcção e disse-te que eram privadas. Vires expo-las aqui só envergonha a associação que representas e ninguém tem nada a ver com a minha vida pessoal e familiar. Isso não te admito e vires para aqui divulga-las diz muito de ti e nada de mim.

Quanto ao resto, remeto-te para a minha resposta acima e para mim chega disto.
Diogo Silva @ 18:51

Qui, 17/03/11

Paula.
Não é preciso exaltares-te.
Em nenhum momento expus a tua vida privada.
Referi-me a factos e a justificações que apresentaste, publicamente, aos associados da CASA.

Novamente digo que me recuso a desviar a questão para o campo pessoal nem admito tal tentativa da tua parte.

Continuo a aguardar a tua resposta às diversas questões que te coloquei, essas sim de cariz oficial e bem mais importantes do que as tuas supostas exaltações de sensibilidades próprias e pessoais.

Sabes, Paula, nesta questão o primordial é a questão LGBT e não as tuas pequenas sensibilidades pessoais.

Diogo Silva

Mafalda Gomes @ 14:04

Qui, 10/03/11

Parece-me que uma questão que estava a rebentar pelas costuras acabou de retirar completamente a paciência ao costureiro.

Já não é a primeira vez que este assunto é abordado e por algum motivo acaba sempre por ser abafado. Muito honestamente falando não tenho dados suficientes para validar a veracidade de tudo isto a não ser o que fui apanhando ao longo dos anos. No entanto eu louvo a toda e qualquer atitude de desmascarar qualquer tipo de segundas intenções que possam existir no activismo LGBT em Portugal.

Se existem factos, que sejam expostos e continuem a ser expostos. Se existem provas que sejam colocadas à vista de toda a gente. Porque temos direito a saber para onde andam a ir realmente os nossos esforços, porque temos o direito a saber para onde anda realmente a ir o nosso dinheiro, os nossos donativos e o nosso suor.
Tiago Braga @ 14:23

Qui, 10/03/11

O que se passa aqui não é mais que difamar o trabalho de muitos activistas.

9 de Julho, independentemente dos vossos problemas pessoais, temos de nos juntar e marchar por um objectivo comum: mais direitos e mais visibilidade para a comunidade LGBT. Afinal, não é isso que nós tod@s queremos?
Diogo Silva @ 14:56

Qui, 10/03/11

João Paulo.

Eu sei que é de teu interesse dizer que a CASA tem uma agenda escondida. Mas podes consultar a sua agenda mensal na revista Time Out Porto todos os meses.
Sabes que no activismo à quem seja só associado ou voluntário, não somos todos empresários em nome individual como tu.

Concordo em pleno com a Mafalda, qualquer questão nubloso têm de ser denunciada, e já não é a primeira. Sendo que o Tiago têm toda a razão expecto numa coisa. O que interessa não é a marcha se realizar no dia 9 de Julho, o que interessa é que aquele que é o momento com maior visibilidade publica do movimento LGBT não seja restrito ao beneficio de uns poucos.
Por isso esta denunciar, por forma a fazer com que ao se esclarecer tudo isto se mude, e que se faça uma marcha grande.
Bellini @ 15:53

Qui, 10/03/11

Sem dúvida que é o que queremos, para além disso, queremos também ser diferentes das demais associações que se aproveitam de eventos para criar "fontes de rendimento" ilícito.
Concordo com a Mafalda, que é importante desmascarar e colocar a limpo todas estas noticias de uma vez por todas. Afinal de contas em contribuo com os meus donativos e a minha associação à ILGA , e quero que esse dinheiro seja bem empregue.
Está no meu direito.
Obrigado Dezanove por trazer a nós estas noticias e pode ser que assim, os agentes culturais e associativistas tenham mais cuidado pois podem ser denunciados!

Bem haja!!!!
Paula Antunes @ 16:29

Qui, 10/03/11


O que eu gostava, e falo a titulo individual, é que as pessoas falassem com conhecimento de causa, em vez de andarem a mandar bitaites de realidades que não conhecem.

As pessoas que trabalham na MOP, ou em qualquer outra causa, que dão de si, que o fazem porque acreditam que podem melhorar o mundo, essas sim, merecem todo os esclarecimentos. É só pedirem-nos pelos meios oficiais e não como comentários de postas de pescada num site.

Mas parece que sempre é verdade o que dizem. Há os que fazem e os que falam. E esses são mestres na critica. Mas para trabalhar, que lá fiquem os parvos do costume, não é?

Nota - este comentário é pessoal e refere-se a certas e determinadas "postas de pescada" que aqui foram mandadas, não à noticia em si. Há limites para o desplante.
Paula Antunes @ 16:34

Qui, 10/03/11


Ah, e deixem-me acrescentar que sou e sempre fui a favor da transparência e esclarecimento. Desde que feitos de forma correcta. Na MOP ou em qualquer outro colectivo, causa, etc.
Marquesa Amélia @ 16:31

Qui, 10/03/11

Se um evento como o Pride deixa lucro qual é o problema? Se há um tecido económico que gira em torno da população lgbt em crescimento qual é o problema? Estes preconceito pueris contra o «capitalismo» vindos de bloquistas e comunistas não fazem nenhum sentido em pleno século XXI. Os lucros, desde que a sua obtenção não fira a lei, não são nada de demoníaco, bem pelo contrário. De resto, espero que estas polémicas tenham um ponto final, pois só ajudam a destruir a nossa imagem junto do resto da população, e a estragar anos e anos a fio de trabalho. Betos da Foz, comunistas, católicos, ateus, burgueses, anarquistas, revolucionários, conservadores, vinde todos marchar este Verão e esqueçam lá as vossas diferenças ideológicas. Todos temos um objectivo comum, uma sociedade mais tolerante, mais livre e menos provinciana. Bem haja.
Marquesa Amélia @ 16:42

Qui, 10/03/11

Trate-se de organizar com urgência uma marcha contra a homofobia em Coimbra, a cidade precisa.
Paula Antunes @ 18:59

Qui, 10/03/11

Marquesa,

Coimbra já teve a sua I Marcha contra a Homfobia em Coimbra a 17 de Maio de 2010.

Concordo, esperemos que este ano se realize a segunda!

As Marchas são instrumentos preciosos de visibilidade LGBT e de luta contra a LGBTFobia. :)



Marquesa Amélia @ 21:40

Qui, 10/03/11

Então toca a organizar novamente este ano. Precisamos de uma marcha em Coimbra todos os anos, e ainda de uma no Funchal e de outra no Algarve :)
Lourenço @ 17:15

Qui, 10/03/11

O activismo é sempre feito por voluntários.
No início todos os passos são difíceis – a preparação/organização, a mobilização de pessoas para a marcha, a sua realização e o atingir da visibilidade.
Muitas vezes estas tarefas são desempenhadas por poucos braços, os mesmos de sempre. Os quais para facilitarem alguns processos disponibilizam os seus próprios recursos monetários e dão-se ao projecto.
Nestas alturas é natural que as despesas e as receitas estejam sobre a responsabilidade de um voluntário, representante de uma associação/movimento/colectivo (s/fins lucrativos), pelo que os movimentos monetários devem ficar registados na conta bancária da respectiva associação. O problema surge quando as próprias associações são recentes, não estão registadas e não possuem conta própria. Nestes casos não há grande alternativa a ficar numa conta pessoal. É então importante para se manter a confiança que tudo fique registado.

Quando estas actividades começam a crescer e começa a haver um maior número de participantes na comissão é importante que se criem instruções de trabalho registadas e aprovadas pela maioria.
Sei que isto é burocratizar, mas é importante que tudo esteja claro. Acho preferível deslocar um ou dois voluntários para estruturarem o funcionamento da comissão organizadora do que permitir a existência de situações como a exposta, que vai desmotivando e levando à desistência de associações da organização da marcha.

Acho sinceramente que só cresceremos quando remarmos todos para o mesmo lado, quando nos focarmos no que nos une.
As associações, colectivos e outros movimentos têm os seus próprios objectivos e metas, por certo que a marcha não é só um desses. A marcha, apesar de ser dos pontos mais visíveis, é dos que tem menos voluntários disponíveis. As associações têm de garantir os seus projectos pessoais. Neste sentido é importante que tudo esteja o mais organizado possível.

Relativamente à inclusão de apoios de marcas, espaços comerciais e outras actividades com fins lucrativos…
Acho que é difícil crescer-se sem se ter um bom fundo de investimento. Como é óbvio este pode vir de apoios, mas então é necessário ser-se claro nas modalidades e normas na realização desses apoios e subsídios. A minha única questão está no carácter que a marcha poderá ter com estes apoios privados. É importante não haver “nuvens”
Obrigatório é sentir-se sempre a presença do lado reivindicativo da marcha e do seu lado festivo, em que se afirma não se ter vergonha de quem se é.
Manuel Damas @ 18:31

Qui, 10/03/11

Relativamente à notícia difundida pelo Dezanove cumpre acrescentar:
1- Sendo a Marcha do Orgulho no Porto um acto político de luta contra a discriminação, esta deveria culminar com um grande momento de festa, organizado pela Comissão Organiz...adora da Marcha e com a participação de todos os bares e discotecas da cidade que, cada vez mais, conseguisse abranger a população do Porto para que assim se conseguisse, mais do que o direito à diferença, o direito à indiferença.
2- Dessa festa os lucros deveriam reverter, na íntegra, pagas as despesas, para a referida Marcha, com o intuito de, progressivamente, a fortalecer e assim permitir, de ano para ano, a organização de uma Marcha cada vez mais consistente, forte e mais visivel. Jamais deveria ser permitido, que os lucros desta organização porque, acima de tudo, são obtidos com a contribuição da população LGBT revertessem, como vem acontecendo ao longo dos anos e perante a cumplicidade passiva da comissão organizadora, revertessem e revertam, para um empresário em nome individual e proprietário do site PortugalGay.
3- A CASA sendo uma Associação sem fins lucrativos, assim definida em escritura notarial datada de 2009, é, obviamente, equidistante de todos os bares do Porto, mas defende que todos devem ser chamados a participar, de forma totalmente igualitária, com o intuito de assim se criar um momento de cada vez maior participação e visibilidade e que reverta, exclusivamente, para a população LGBT.
4- A CASA, à imagem de outras grandes associações nacionais como a ILGA ou a Rede ex Aequo, não mais participará na organização da Marcha do Orgulho do Porto, enquanto esta situação de promiscuidade se mantiver e tudo fará para tal situação seja denunciada e revertida, em definitivo.
5- A decisão do afastamento da CASA da Comissão Organizadora da MOP não impede, de modo algum, que a CASA participe de todas as formas que entender, nas comemorações do Orgulho no Porto até porque a CASA luta contra todas as formas de discriminação e, acima de tudo, crê que Portugal é, ainda, um País livre e democrata.
6- A CASA sai da Comissão Organizadora da Marcha do Orgulho no Porto, ao fim de um ano, não por birra mas por Honestidade e Dignidade e, acima de tudo, para não mais pactuar com a situação de promiscuidade vigente.
7- Quanto aos diversos ataques e insultos acima expostos, a CASA não perde tempo com questiúnculas menores, verdadeiras manobras dilatórias, já por nós conhecidas que, tentam, acima de tudo, criar ruido e desviar as atenções, de forma concertada, para a questão séria e de fundo que a CASA decidiu levantar e que, até ao momento, ainda ninguém rebateu...Há quem a título individual ande a lucrar, de forma grosseira e inaceitável com a população LGBT! E a CASA volta a afirmar que tem provas inquestionáveis de tudo o que acima afirma, como a própria Comissão Organizadora da MOP sabe!
Manuel Damas
Presidente da Direcção da CASA

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