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Jason Collins, o primeiro jogador da NBA a sair do armário

Jason Collins, jogador de basquetebol da NBA, da equipa Washington Wizards, escreveu uma carta que iniciou assim: “Sou pivô da NBA, tenho 34 anos. Sou negro. E sou gay”.

Com esta saída do armário, Jason Collins torna-se no primeiro atleta norte-americano de desporto em equipa que assume a sua homossexualidade enquanto ainda está em actividade. A NBA é considerada uma das ligas mais poderosas do país.

Antes  de Jason Collins apenas o britânico John Amaechi (pivô da NBA entre 1999 e 2003) se assumiu homossexual na autobiografia “Man in the middle”, mas tal revelação só foi feita em 2007, como ex-jogador.

A carta e a entrevista de Jason Collins servem de capa à próxima edição da revista americana “Sports Illustrated”, que sairá para as bancas a 6 de Maio.

Collins escreveu ainda: “Não me propus a ser o primeiro atleta abertamente gay, que compete num grande desporto colectivo americano, mas como sou, estou feliz em começar o debate. Desejava não ser esta criança numa sala de aula que levanta a mão e diz: ‘sou diferente’. Por mim, preferia que outros tivessem dado este passo antes. Ninguém o fez, por isso levanto a mão”.

Jason acrescenta ainda que quer continuar a jogar basquetebol, que ama o desporto e ainda tem algo para oferecer, mas afirma que pretende ser “genuíno, autêntico e honrado”.

Na entrevista o basquetebolista confidencia que a sua viagem de autoconhecimento começou na sua cidade natal, Los Angeles. Jason jogou já vestiu as camisolas do New Jersey, Memphis Grizzlies, Minnesota Timberwolves, Atlanta Hawks, Boston Celtics e do Washington Wizards, onde joga actualmente.

A carta foi hoje publicada no site da internet da revista americana e provocou um grande número de reacções, desde a NBA até ao ex-presidente Bill Clinton.

Kobe Bryant, da organização da NBA, publicou no seu twitter: “Estou orgulhoso do @jasoncollins34. Não sufoque quem é pela ignorância dos outros”. Ainda de dentro da NBA, o comissário David Stern classificou os irmãos Collins (Jason têm um irmão gémeo também jogador de basquetebol) como “membros exemplares da nossa família”.

Bill Clinton, que conhece o jogador desde que foi colega universitário da sua filha, Chelsea, twittou: “Este anúncio de hoje é um grande momento para o desporto profissional e para a comunidade LGBT. É uma mensagem directa de que um bom homem pode ser quem é, fazer o seu trabalho, construir família e contribuir nas nossas comunidades”.

A Casa Branca também se pronunciou, através do porta-voz, Jay Camey, afirmando “Vemos isto como um exemplo de progresso que fizemos e de evolução que aconteceu”. Camey afirmou ainda não ter falado directamente com Barack Obama sobre o assunto e acrescentou: “Elogiamos a sua coragem, e o apoiamo-lo nesta luta. Esperamos que os fãs e a equipa também o façam”.

Ticha Penicheiro, ex-basquetebolista portuguesa da NBA feminina, natural da Figueira da Foz, também publicou uma mensagem na sua conta de Twitter: “É preciso ser um homem forte, com um carácter forte e muita confiança para admitir aquilo que Jason Collins admitiu”.

 

Miguel Gomes

 

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