Dois pareceres pedidos pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, da Assembleia da República, sobre a actual lei da adopção, que impede casais de pessoas do mesmo sexo de se candidatarem a adoptar uma criança, apresentam conclusões opostas...

Será no quarto Sábado de Junho que o Orgulho LGBT vai voltar a percorrer as ruas da capital.

O dezanove acompanhou a Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa do início ao fim. Vê o vídeo completo da Marcha que decorreu no último Sábado e que decorreu entre o Príncipe Real e a Praça da Figueira.

“A ausência de mulheres visíveis no movimento LGBT alimenta-se mais de ideias preconcebidas do que de factos reais. Existem e sempre existiram muitas mulheres activas, participativas e visíveis no movimento.” A frase é de Eduarda Ferreira, defensora dos direitos das lésbicas e vem na sequência das muitas mulheres que participaram na Marcha do Orgulho deste Sábado em Lisboa. Não seria necessário mais, mas a prova veio no final da Marcha quando a maioria dos que subiram ao habitual camião dos discursos, este ano estacionado na Praça da Figueira, não eram eles, mas sim elas.

As activistas que agora assumem o comando da mais antiga associação de defesa das lésbicas do país, o Clube Safo, também participaram na
Marcha do Orgulho. Luísa Rego, membro da direcção, recorda que, mesmo durante o período em que a associação esteve adormecida e em risco de se extinguir, continuou “activamente a participar em todas as marchas”. “Este é um regresso com mais força e mais vontade de trabalhar”, acrescentando que é “é uma honra sermos as primeiras logo a seguir à faixa de abertura”.

A pergunta foi feita pelo dezanove a Gabriela Moita, em plena Marcha do Orgulho, este Sábado: "A marcha tem um factor de visibilidade importantíssimo, mas sei que também gera reacção contrária, porque algumas pessoas não percebem o que é o 'orgulho' e é importante esta surpresa para que as pessoas expliquem o significado da marcha." A psicóloga marchava junto da comitiva da Associação para o Planeamento da Família (APF). "Estou aqui porque o mundo é diverso e porque enquanto o mundo não for reconhecido como tal e existir norma teremos de fazer estas marchas."

“É com ela que sou feliz e não é isso que é importante?”, a pergunta estava escrita com as cores do arco-íris. A Catarina estava com a namorada Simone, mas estava também com os pais, Margarida e Paulo. São estes os fundadores da AMPLOS, Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual.

A agenda LGBT está bem definida. As prioridades são a a co-adopção, a perfilhação e a procriação medicamente assistida. São estas que “têm agora de ser trabalhadas junto dos partidos políticos. Há que fazer um trabalho de convencimento com o PSD, porque é importante avançar nestas áreas” afirmou ao dezanove Miguel Vale de Almeida à margem da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa, que decorreu este Sábado. Para o antropólogo e ex-deputado é preciso “pôr os temas na agenda dos media e fazer parcerias”, porque se “pode fazer o mesmo trabalho com este novo governo”. Vale de Almeida acrescenta que “não é nada expectável que o governo de direita faça algum retrocesso no que diz respeito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à lei de identidade de género, até porque o PSD já disse estar confortável com estes avanços. É raro em democracia haver este tipo de retrocessos de direitos e também não houve nenhum anúncio disso durante a campanha eleitoral”, lembrou.

Entre o Príncipe Real e a Praça da Figueira centenas de pessoas estavam paradas nos passeios. Iriam participar ou só queriam ver a marcha passar?

Aquando da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa do ano passado, o casamento entre pessoas do mesmo sexo tinha acabado de ser promulgado e tinham já decorrido as primeiras cerimónias. Um ano depois, que direitos é que a comunidade LGBT reivindica na rua?

Foi a surpresa da tarde, milhares de pessoas desceram do Príncipe Real até ao Chiado reivindicando igualdade, a não discriminação e direitos LGBT, mas antes da chegada à Praça da Figueira todos, entre manifestantes e transeuntes, pararam para ouvir o manifesto da 12ª Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa lido pela activista e actriz Joana Manuel.

O arranque da décima segunda edição da marcha que defende o orgulho da comunidade LGBT por oposição à vergonha está previsto para as 17 horas, na Praça do Príncipe Real, em Lisboa.
A defesa dos direitos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT) e o combate à discriminação de que as pessoas LGBT ainda são alvo são dois dos motes da marcha, que este ano no seu manifesto reforça três conceitos: igualdade, liberdade e solidariedade.
A marcha integra 21 associações e colectivos que percorrerão várias artérias da capital começando pela Rua D. Pedro V, passando pelo Chiado e terminando na Praça da Figueira.
Os leitores do dezanove poderão acompanhar a marcha do orgulho LGBT em Lisboa nas redes sociais Facebook e Twitter através da hashtag #orgulho2011.

A Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa e o Piquenique do Continente na Avenida da Liberdade vão decorrer amanhã à mesma hora. Os preparativos para o evento, que inclui um concerto de Tony Carreira, estão a lançar a confusão no centro de Lisboa, já que a Avenida da Liberdade está cortada. Esta tarde os taxistas vão concentrar-se no Marquês de Pombal e na Praça dos Restauradores em protesto contra a impossibilidade de circularem na avenida. Também o Automóvel Clube de Portugal considerou a situação "completamente inaceitável". Certo é que já existe no Facebook um grupo em que a Popota avisa que vai à Marcha do Orgulho. "Tony, desculpa, não vou ao picnic,'tão à minha espera na Marcha."

A Opus Gay veio outra vez a público apontar para a sua exclusão da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa. Um argumento para ouvir o seu presidente, António Serzedelo.

A esmagadora maioria dos leitores do dezanove considera que é importante participar nas Marchas do Orgulho. No inquérito, a que responderam 289 pessoas, 74,39 por cento é favorável à participação nas marchas enquanto 20,42 por cento as não considera importantes. Apenas 5,19 por cento não sabe ou não quis dar uma resposta.
A Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa decorre no próximo Sábado, enquanto a do Porto decorre no dia 9 de Julho.
Depois dos 5000 participantes no ano passado, em 2011 a Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa está agendada para o próximo Sábado, 18 de Junho, às 17h. O local de concentração escolhido é a Praça do Príncipe Real.
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